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Laudo aponta falha elétrica como possível causa de incêndio que destruiu escola no interior de SP; polícia apura se houve omissão

Incêndio na Escola Prada: diferentes gerações de alunos lamentam destruição de prédio Um laudo do Instituto de Criminalística (IC) aponta falha elétrica...

Laudo aponta falha elétrica como possível causa de incêndio que destruiu escola no interior de SP; polícia apura se houve omissão
Laudo aponta falha elétrica como possível causa de incêndio que destruiu escola no interior de SP; polícia apura se houve omissão (Foto: Reprodução)

Incêndio na Escola Prada: diferentes gerações de alunos lamentam destruição de prédio Um laudo do Instituto de Criminalística (IC) aponta falha elétrica como possível causa do incêndio de grandes proporções que destruiu a Escola Municipal Prada, em Limeira (SP), em maio deste ano. Além disso, a Polícia Civil informou nesta terça-feira (18) que apura eventuais omissões que possam ter colaborado para o incêndio. No documento, o IC cita que o incêndio possivelmente começou na região do entreforro do prédio histórico, espaço onde havia componentes da instalação elétrica e elementos estruturais de madeira, o que favoreceu a propagação do fogo. Por outro lado, a perícia não identificou vestígios que indicassem que o incêndio tivesse sido causado de propósito nem evidências de que as chamas começaram fora da edificação. "Dentre as hipóteses tecnicamente consideradas, mostram-se mais compatíveis com o cenário observado aquelas relacionadas a aquecimento localizado decorrente de mau contato, deterioração de conexões, falhas de isolamento ou fenômenos de faiscamento e arqueamento elétrico", diz o laudo. 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram Apesar da suspeita de falha elétrica, o órgão ressaltou que, devido à destruição do local, não foi possível determinar de forma conclusiva o que deu início ao fogo. À EPTV, afiliada da TV Globo, o delegado Luiz Guilherme Barbosa afirmou que aguarda documentações para concluir se os órgão municipais podiam ter adotado medidas para evitar o risco do incêndio. "Precisamos analisar as medidas adotadas pelos órgãos municipais e pela administração da escola para saber se já havia conhecimento do risco. Até o momento não identificamos registros de falhas anteriores ou outros eventos que indicassem a probabilidade da falha elétrica, mas não recebemos ainda todos os documentos requisitados", destacou. O g1 pediu um posicionamento à Prefeitura de Limeira, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Imagem aérea da Escola Prada em chamas na última sexta-feira (1º) Wesley Almeida/EPTV Espaço sem AVCB A possibilidade de o incêndio ter começado na fiação elétrica já havia sido levantada à época pelos bombeiros. O edifício não tinha o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). 🔎O AVCB é emitido pelo Corpo de Bombeiros e certifica que o imóvel possui condições adequadas de segurança. Isso inclui itens como extintores, sinalização de emergência, equipamentos de combate a incêndio, portas corta-fogo e outros itens. Segundo a administração municipal, ao assumir a gestão em janeiro de 2025, foram identificadas "muitas escolas da rede municipal sem o AVCB e com problemas estruturais graves". Naquele momento, 56 escolas estavam irregulares. Tombamento A escola completa 80 anos em junho de 2027. O prédio, tombado como patrimônio histórico do município, já fez parte do conjunto Prada, onde funcionava uma das maiores fábrica de chapéus da América Latina. A estimativa é que cerca de 30 mil alunos já passaram pela unidade desde o início das atividades. "A gente começou a conversar com arquitetos, engenheiros, e vários deles dizem que é possível recuperar essas paredes e que é possível restaurar. Mas a gente só vai poder definir isso depois que a gente tiver um parecer da polícia científica e também nós vamos contratar um pessoal especializado para poder definir o que é possível reaproveitar ou não", contou o secretário de Educação, Antônio Montesano Neto, à época. Bombeiro apagando as chamas durante incêndio na escola Prada na última sexta-feira (1º) Wagner Morente/GCM de Limeira Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Piracicaba